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Syngenta Group divulga resultados do terceiro trimestre de 2026


Syngenta Group divulga resultados do terceiro trimestre de 2026

O Syngenta Group registrou receita de US$ 5,2 bilhões no terceiro trimestre de 2026, queda de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior. O EBITDA recuou 2%, para US$ 800 milhões. Nos primeiros nove meses do ano, as vendas somaram US$ 17,3 bilhões, redução de 5%, enquanto o EBITDA avançou 1%, para US$ 3,2 bilhões. A companhia divulgou os resultados nesta sexta-feira (30/10).

A margem EBITDA acumulada alcançou 18,4%, aumento de um ponto percentual sobre os 17,4% registrados entre janeiro e setembro de 2025. Segundo a empresa, a melhora decorreu da revisão do portfólio, da priorização de negócios com margens superiores e do controle de custos.

Em taxas de câmbio constantes, a receita acumulada caiu 8%. No terceiro trimestre, a retração chegou a 12%. A redução planejada das operações de comercialização de grãos e de outros negócios com margens menores contribuiu para o resultado. Sem esses efeitos, as vendas subjacentes do grupo cresceram 1% nos nove meses.

A companhia também apontou pressão sobre os preços de produtos com patentes expiradas, especialmente no Brasil e nos demais mercados latino-americanos. A redução da renda agrícola provocou maior cautela nas compras dos produtores. O adiamento de pedidos também afetou o desempenho trimestral.

Defensivos agrícolas

A Syngenta Crop Protection registrou receita de US$ 9,8 bilhões entre janeiro e setembro, praticamente estável em relação ao ano anterior. Em câmbio constante, as vendas diminuíram 4%.

No Brasil, o faturamento da divisão caiu 6%. Na América Latina, a retração alcançou 14%. A companhia atribuiu o desempenho regional à pressão competitiva sobre os preços dos produtos fora de patente. A valorização do real diante do dólar ampliou os efeitos dessa dinâmica.

Apesar da redução das vendas, a empresa registrou crescimento na comercialização de tecnologias recém-introduzidas, com margens superiores. A mudança na composição do portfólio contribuiu para melhorar as margens brutas.

Os custos elevados de financiamento e as condições meteorológicas adversas também provocaram o adiamento de compras para o quarto trimestre na América Latina.

Em outras regiões, a divisão apresentou resultados distintos. As vendas cresceram 20% na China, 6% na Europa e 1% na Ásia, Oriente Médio e África, excluindo a China. Na América do Norte, houve redução de 1%.

O segmento de produtos biológicos manteve crescimento de dois dígitos no terceiro trimestre, com destaque para Brasil e China. A companhia também informou a obtenção de mais de 1.400 aprovações regulatórias nos nove meses, incluindo novos registros, renovações e ampliações de uso.

Entre as tecnologias em expansão, a Syngenta destacou Tymirium, destinada à proteção contra nematoides e doenças fúngicas. A solução apresentou desempenho comercial positivo no Brasil, na China e nos Estados Unidos. A tecnologia inseticida Plinazolin também avançou em mercados latino-americanos e na região da Ásia, Oriente Médio e África.

Em setembro, a empresa anunciou três inovações no segmento de biológicos. Elas incluem a tecnologia bioestimulante Exort, a solução Eqibre para melhorar a absorção e o aproveitamento de nutrientes e um fungicida microbiano voltado ao controle biológico.

Sementes

A divisão Syngenta Seeds alcançou receita de US$ 3,3 bilhões nos primeiros nove meses de 2026, resultado estável em relação ao período equivalente de 2025. Em câmbio constante, houve redução de 2%.

O Brasil apresentou crescimento de 13% nas vendas de sementes para grandes culturas. Na América Latina, o avanço chegou a 5%. O desempenho brasileiro contou com o lançamento de sete híbridos de milho destinados à segunda safra. A iniciativa ampliou o portfólio da empresa nesse segmento.

Na Europa, as vendas de sementes para grandes culturas cresceram 3%. A América do Norte registrou retração de 11%, atribuída à reestruturação comercial e à redução da área cultivada com milho nos Estados Unidos.

As vendas globais de sementes de hortaliças avançaram 2%. O segmento de flores apresentou crescimento de 4%. Na América Latina, a companhia registrou volume recorde na comercialização de sementes de girassol.

Adama e operações na China

A Adama, controlada pelo grupo, registrou vendas de US$ 3 bilhões entre janeiro e setembro, queda de 1% sobre o mesmo período de 2025. Em taxas de câmbio constantes, a redução alcançou 4%.

Na América Latina, a receita da companhia recuou 5%. A China apresentou retração de 16%, influenciada pela redução das vendas de produtos químicos sem aplicação agrícola.

Em contrapartida, a Adama registrou crescimento de 5% na América do Norte, 3% na Europa, África e Oriente Médio e 2% na região Ásia-Pacífico, excluindo a China.

O Syngenta Group China apresentou faturamento de US$ 3,1 bilhões nos nove meses, queda de 18%. A redução refletiu principalmente a retirada planejada de negócios com margens inferiores. A divisão de formulações de marca cresceu 16%, enquanto as vendas de sementes avançaram 12% após a exclusão dos efeitos da comercialização de grãos.

Os números consolidados consideram a saída da Sinofert, empresa de fertilizantes cuja participação societária de 52,65% foi transferida à Sinochem Hong Kong em dezembro de 2025. O grupo deixou de consolidar esse negócio em janeiro de 2026 e ajustou os dados comparativos do ano anterior.

Mudanças na administração

O grupo também anunciou mudanças na direção de duas divisões. Gaël Hili assumirá a presidência da Syngenta Seeds em 1º de novembro de 2026. O executivo ocupava os cargos de presidente e CEO da Adama e acumula 25 anos de experiência em liderança no setor agrícola.

Zhigang Hao, atual CEO da Adisseo, sucederá Hili na presidência e direção executiva da ADAMA. O executivo comandou a transformação dos negócios da companhia de nutrição e saúde animal.

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