
Em 14 de setembro de 1957, 11 agricultores de Não-Me-Toque se uniram para buscar uma solução para as dificuldades enfrentadas na produção, armazenagem e comercialização do trigo. A iniciativa deu origem à Cotrijal e marcou o início de uma organização que, ao longo das décadas, acompanhou as mudanças do campo e as necessidades dos produtores.
Desde então, a cooperativa ampliou sua atuação, incorporou novas áreas de negócios, investiu em estruturas, tecnologia e qualificação e passou a oferecer um conjunto cada vez mais amplo de serviços ao quadro social. Esse desenvolvimento foi acompanhado por diferentes gerações, que contribuíram para consolidar a Cotrijal no agronegócio gaúcho.
Atualmente, a Cotrijal reúne mais de 18 mil associados e está presente em mais de 50 municípios do Rio Grande do Sul, com atuação em diferentes áreas do agronegócio, como assistência técnica, insumos, crédito, comercialização e armazenagem. Reconhecida entre as maiores cooperativas agropecuárias do estado e do país, a cooperativa também é responsável pela realização da Expodireto Cotrijal, uma das principais feiras do agronegócio brasileiro.
Para o presidente da Cotrijal, Nei César Manica, o crescimento da cooperativa está diretamente relacionado à clareza sobre sua atuação e à manutenção do vínculo com o produtor. “Desde o início, a Cotrijal manteve um foco muito claro em seu propósito, que envolve a produção agrícola e os serviços prestados ao produtor, que é o verdadeiro dono da cooperativa. Esse processo também foi acompanhado por um planejamento de gestão consistente, pela profissionalização e por uma definição clara da área de atuação, priorizando o crescimento regional e a proximidade com os associados”.
Esse direcionamento, segundo o presidente, permitiu a construção de estruturas e relações que sustentaram a expansão da cooperativa ao longo das décadas.
A relação com o quadro social também permanece como um dos pilares dessa trajetória. Para Manica, manter o produtor próximo da cooperativa significa reforçar, no dia a dia, o princípio de que a organização pertence a quem produz. “Não existe razão para uma cooperativa existir se não houver o produtor. É fundamental que ele compreenda que a cooperativa está presente durante os 365 dias do ano, atendendo-o de forma integral, com assistência e orientação técnica, soluções e ações voltados à capacitação e à disseminação de conhecimento para as propriedades. Esses são alguns dos benefícios de fazer parte de uma cooperativa”, destaca.
Na avaliação do vice-presidente da Cotrijal, Enio Schroeder, a trajetória da Cotrijal também é resultado da participação de diferentes gerações e da contribuição de pessoas que fizeram parte de sua construção em diferentes momentos. “São diferentes gerações que contribuíram para a construção da Cotrijal e deixaram sua marca ao longo dessa história. Cada período trouxe seus desafios e exigiu novas respostas, mas sempre houve pessoas comprometidas com o desenvolvimento da cooperativa. Esse legado precisa ser reconhecido e valorizado, porque representa a base sobre a qual a Cotrijal continua construindo seus próximos passos.”
Um novo momento para a gestão
O ano de 2026 também foi marcado por iniciativas que ampliam as perspectivas de atuação da Cotrijal. Entre elas está o avanço da Soli3, central formada por Cotrijal, Cotripal e Cotrisal, que representa uma frente de intercooperação voltada à industrialização e à agregação de valor à produção de soja.
A iniciativa prevê a implantação de uma indústria de processamento de soja e produção de biodiesel em Cruz Alta (RS), ampliando a participação das cooperativas em etapas da cadeia produtiva que vão além da produção e comercialização de grãos.
Outro marco importante deste ano foi a implantação de um novo sistema de gestão, o SAP S/4HANA. O novo sistema passou a integrar processos da cooperativa e representa uma mudança importante na estrutura operacional, com foco em maior integração de informações, segurança e eficiência.
Olhos voltados para os próximos anos
Ao longo das décadas, a Cotrijal soube acompanhar as mudanças do agronegócio, ampliando sua atuação e incorporando novos investimentos, tecnologias e serviços para atender às necessidades dos produtores.
Para Manica, manter essa capacidade de evolução será fundamental para os próximos ciclos. “Desejo que a Cotrijal continue com esses passos firmes, sólidos e com transparência, buscando a inovação, a tecnologia e a agregação de valor.”
O vice-presidente reforça que o momento também representa uma responsabilidade com quem virá depois. “Chegar até aqui é motivo de orgulho, mas também de responsabilidade. Temos que valorizar tudo o que foi construído e continuar trabalhando para que a Cotrijal siga forte e próxima dos seus associados”, afirma.
