
Syngenta Crop Protection e Amoéba firmaram acordo exclusivo de fornecimento e distribuição do biofungicida AXP20 para cereais na União Europeia, Reino Unido, Ucrânia e Suíça. O produto utiliza lisado da ameba Willaertia magna C2c Maky e tem foco inicial no controle de septoriose, causada por Zymoseptoria tritici, e ferrugem-amarela, causada por Puccinia striiformis.
As primeiras aprovações regulatórias estão previstas para o terceiro trimestre de 2028. A expectativa das empresas prevê vendas nos principais mercados da União Europeia até o fim daquele ano, para uso na primavera de 2029 em trigo, espelta e triticale, nos cultivos de primavera e inverno.
Conforme as empresas, o AXP20 atua principalmente pela inibição da germinação de esporos dos fungos. Ensaios de campo também indicaram ativação das defesas naturais das plantas. O Comitê de Ação à Resistência a Fungicidas, FRAC, enquadrou o lisado no grupo BM02, destinado a agentes biológicos com múltiplos modos de ação. A classificação aponta ausência de resistência conhecida e risco baixo a muito baixo de seleção de resistência.
A substância ativa recebeu aprovação da União Europeia em 2025. Em junho de 2026, a Amoéba obteve autorização de comercialização na França para o Axpera, biofungicida baseado na mesma tecnologia.
O acordo celebrado concede à Syngenta exclusividade na distribuição para todos os cereais, exceto milho, nos territórios definidos. As empresas também mantêm programas conjuntos de registro e avaliação agronômica na Europa.
