
O Paraná exportou 12,79 milhões de toneladas do complexo soja entre janeiro e setembro de 2026, volume 3% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Em valor financeiro, o crescimento foi mais expressivo: a receita alcançou US$ 5,76 bilhões, alta de 13% na comparação anual. Os dados são do Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab).
A soja em grão respondeu por 71% das exportações do complexo no período, seguida pelo farelo, com 24%, e pelo óleo de soja, com 5%. A China permaneceu como principal destino da produção paranaense, concentrando 58% das compras. O Irã ocupou a segunda posição, com participação pouco superior a 8%. Ao todo, o estado exportou volumes relevantes para 24 países nos nove primeiros meses do ano.
No cenário nacional, as exportações do complexo soja somaram 121,58 milhões de toneladas, aumento de 8% em relação ao mesmo intervalo de 2025. A receita atingiu US$ 52,17 bilhões, avanço de 17%.
Excesso de chuvas desacelera plantio
No campo, o ritmo de semeadura da soja no Paraná diminuiu na última semana em decorrência do excesso de chuvas. Até o período de referência do boletim, 47% da área prevista havia sido plantada. Nas últimas três safras, a média para o mesmo momento superava 55%.
Segundo o levantamento, as condições climáticas melhoraram a partir de 17 de outubro, sem precipitações relevantes durante o fim de semana e o início desta semana. Com isso, os trabalhos foram retomados nas lavouras.
A expectativa é que o próximo relatório apresente uma recuperação no ritmo de semeadura, com possibilidade de normalização do plantio.
