
Com o objetivo de ampliar a aproximação dos cafés especiais de seus cooperados e a sua história com o mercado global, a Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer) embarcou, em setembro, para seus hubs nos Estados Unidos e no Reino Unido, os primeiros contêineres da safra 2026/27.
O embarque reuniu cafés com diferentes perfis sensoriais, conectando a diversidade dos “labels” que compõem a oferta comercial da entidade às trajetórias dos cooperados, ofertando qualidade, sustentabilidade e diversidade aos principais consumidores mundiais da bebida.
Sandra Moraes, gerente de Cafés Especiais da Expocacer, explica que a seleção dos lotes, que exprimem singularidades através dos “labels”, foi desenvolvida como uma estratégia de apresentação da produção do cooperado aos EUA e ao Reino Unido, dois importantes mercados consumidores globais.
Esses cafés ficarão disponíveis nos hubs logísticos da cooperativa nessas regiões e poderão ser acessados por torrefadores, cafeterias e distribuidores interessados em conhecer os diferentes perfis sensoriais da Região do Cerrado Mineiro e avaliar oportunidades de negócios.
“Pretendemos aproximar nossos cooperados dos principais compradores internacionais, fortalecer a presença dos nossos cafés e posicionar nossa marca no mercado mundial. Essa oferta comercial foi construída com o objetivo de conectar o nosso produtor ao mercado, dar visibilidade ao seu trabalho, gerar agregação de valor por meio de oportunidades comerciais e viabilizar a expansão dos negócios da cooperativa”, explica.
Sandra completa que o desenvolvimento da oferta comercial vem exatamente ao encontro dessa agregação de valor aos cafeicultores associados, através da consolidação da presença global da Expocacer, e, em especial, apresentar ao mundo como a cooperativa é e pretende ser reconhecida internacionalmente.
“Queremos nos conectar com o mercado mundial ofertando não somente um café especial, mas toda história e origem que dão identidade a cada lote e evidenciam nosso propósito alinhado às transformações e às perspectivas futuras da cadeia produtiva do café”, comenta.
Os “labels” da cooperativa se solidificam sobre quatro pilares: i) “Origin”, que valoriza a procedência do café, a consistência e a sua conexão com a Região do Cerrado Mineiro; ii) “One”, que aproxima o consumidor de uma propriedade, de um produtor e de uma história individual sobre determinado café; iii) “Plot”, que apresenta uma singularidade que torna o café diferente, como talhão, variedade, processo ou perfil sensorial; e iv) “Impact”, que conecta o café aos programas sociais e ambientais da Expocacer.
A gerente de Cafés Especiais da cooperativa lembra que um café pode ter vários atributos, porém, mais do que destacar apenas características sensoriais, a proposta da entidade valoriza a singularidade que torna cada café único, dando protagonismo àquele que melhor traduz sua identidade, que é o produtor.
“A criação dos ‘labels’ surgiu para enaltecer o conjunto de particularidades dos nossos cafés especiais, atrelando eles aos pilares da estratégia. Assim, conseguimos atender ao consumidor que deseja um café com origem reconhecida, que queira conhecer a história de sua produção, experimentar xicaras com características únicas e que valorize inciativas sociais e ambientais, como agricultura regenerativa, baixo carbono, projeto com mulheres, sucessão familiar por meio do engajamento dos jovens futuros produtores, entre tantas outras ações que a Expocacer desenvolve”, conclui Sandra.
Essa primeira remessa dos “labels” produzidos na nova safra aos hubs da cooperativa nos EUA e Reino Unido envolveu 760 sacas de 60 kg aos americanos e outras 320 sacas aos britânicos. O foco principal é apresentar esses cafés singulares aos consumidores para eventual geração de demanda, ampliando os negócios.
