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Mercado Agrícola – 22.set.2026


Mercado Agrícola - 22.set.2026

A colheita de soja avança nos Estados Unidos, enquanto o Brasil mantém ritmo elevado de exportação e comercialização. O mercado também acompanha as negociações internacionais, o comportamento do petróleo e uma possível ampliação das compras chinesas de soja norte-americana. O conjunto desses fatores pode alterar a demanda pelo produto brasileiro nos próximos meses.

Nos Estados Unidos, 62% das lavouras de soja alcançaram a fase de maturação. Na semana anterior, o índice atingia 44%. No mesmo período do ano passado, chegava a 58%. A média também corresponde a 58%.

A colheita norte-americana alcançou 12% da área. O índice avançou sobre os 6% registrados uma semana antes. No ano passado, a retirada atingia 8% nesta época, mesmo percentual da média.

A condição das lavouras permaneceu em 58% entre boa e excelente. O índice repetiu o resultado da semana anterior. No ano passado, 61% das áreas apresentavam essas condições.

O mercado acompanha ainda a possibilidade de aumento das compras chinesas de soja dos Estados Unidos. Uma eventual ampliação das aquisições chinesas pode reduzir a pressão de compra sobre a soja brasileira, com maior impacto sobre os portos. A comercialização antecipada no Brasil, porém, limita a possibilidade de uma queda mais intensa nas cotações.

No Brasil, 81,4% da safra disponível já passou por negociação. No ano passado, o percentual alcançava 83,4%. A média chega a 83,5%. O volume ainda mantido pelos produtores soma 35,4 milhões de toneladas.

A comercialização da nova safra alcançou 38,8%. No ano anterior, atingia 39,2%. A média chega a 40%. O volume já negociado soma 71,8 milhões de toneladas, ante 70,8 milhões de toneladas no mesmo período anterior.

Os negócios futuros seguem atraindo produtores. Os portos apresentam referências acima de R$ 150 por saca, com indicações entre R$ 150 e R$ 158 conforme o mês de entrega.

As exportações mantêm ritmo superior ao do ano anterior. O Brasil já embarcou 97,5 milhões de toneladas de soja em grão desde janeiro. No mesmo período do ano passado, o acumulado atingia 90,5 milhões de toneladas. A diferença chega a sete milhões de toneladas.

Os embarques de farelo somam 20,3 milhões de toneladas, ante 17,5 milhões de toneladas no ano anterior. No óleo, o acumulado alcança 2,060 milhões de toneladas, frente a 1,4 milhão de toneladas.

O complexo soja soma 119,8 milhões de toneladas exportadas. No período equivalente do ano passado, o total chegava a 109,4 milhões de toneladas. O avanço alcança 10,4 milhões de toneladas.

Situação do milho

O milho norte-americano também entra no foco do mercado. Cerca de 92% das lavouras chegaram à fase de enchimento de grãos. Na semana anterior, o índice marcava 86%. No ano passado, alcançava 90%. A média chega a 91%.

A maturação atingiu 58%, ante 42% na semana anterior. No ano passado, o índice marcava 54%. A média corresponde a 55%. A colheita chegou a 13%, acima dos 8% da semana anterior, dos 10% do ano passado e da média de 11%.

A qualidade das lavouras apresenta diferença relevante frente à temporada anterior: 57% das áreas estão em condição excelente, enquanto o ano passado registrava 66%.

No Brasil, a colheita da segunda safra de milho alcançou 98%. A média e o resultado do ano passado chegavam a 99%.

O plantio da primeira safra atingiu 70%. No ano passado, o índice alcançava 65%. A média marca 60%.

As exportações brasileiras de milho somam 3,241 milhões de toneladas em setembro no período computado. A demanda reúne compradores dos segmentos de ração, etanol e exportação.

Situação do sorgo

A situação do sorgo norte-americano também ganhou atenção diante do avanço dos embarques brasileiros. Nos Estados Unidos, 88% das lavouras chegaram ao enchimento de grãos. A média alcança 89%.

A maturação atingiu 56%, acima da média de 52%. A colheita chegou a 25%, próxima da média de 26%. No Kansas, maior estado produtor, a colheita alcançou 7%, ante média de 6%. No Texas, chegou a 77%, frente à média de 80%.

A qualidade das lavouras aparece como principal ponto de atenção. Apenas 27% das áreas ficaram classificadas entre boas e excelentes. Uma semana antes, o índice marcava 28%. No ano passado, chegava a 64%.

No Brasil, a colheita do sorgo alcançou 95%. Produtores também iniciaram a busca por sementes para o próximo plantio, previsto para fevereiro e março.

Situação do trigo

O trigo mantém cotações sustentadas no mercado internacional. As posições citadas operam acima de 7,20, enquanto contratos para 2027 aparecem acima de 7,30 e 7,40.

Esse movimento relaciona-se à oferta limitada no Leste Europeu e à situação da safra dos Estados Unidos. O plantio do trigo de inverno norte-americano atingiu 17%, abaixo da média de 21%. A colheita do trigo de primavera chegou a 96%, dentro da média.

No Brasil, o mercado também apresenta preços firmes. As referências citadas chegam a R$ 1.420 no Rio Grande do Sul e R$ 1.530 no Paraná. No mercado de balcão, as indicações variam de R$ 73 a R$ 75 no Rio Grande do Sul. No Paraná, ficam entre R$ 79 e R$ 84.

As chuvas sobre áreas produtoras aumentam a preocupação com a qualidade. O problema atinge áreas do Rio Grande do Sul e do Paraná. Parte do trigo pode perder padrão para moagem e seguir para alimentação animal, segundo a avaliação apresentada.

O Brasil exportou 1,0869 milhão de toneladas de trigo desde janeiro. No mesmo período do ano passado, o volume atingia 1,5285 milhão de toneladas.

As importações acumuladas no ano somam 4,221 milhões de toneladas. No ano anterior, o total chegava a 4,950 milhões de toneladas no mesmo intervalo.

Situação do arroz

O mercado de arroz acompanha um novo pregão da Conab, que de ocorrer sexta-feira. A operação prevê volume superior a 90 mil toneladas. Cerca de cinco mil toneladas teriam destino em Santa Catarina. O restante ficaria no Rio Grande do Sul.

Produtores consideram os preços iniciais abaixo das referências praticadas no mercado: abertura de R$ 79,68 para arroz comercial, R$ 82,77 para produto de maior qualidade e R$ 87,41 para padrão com mais de 63% de grãos inteiros.

No mercado gaúcho, as referências ficam entre R$ 80 e R$ 85, com indicações superiores em alguns negócios. Para produto de padrão mais elevado, vendedores buscam valores acima de R$ 90.

No varejo, marcas em promoção aparecem entre R$ 16,90 e R$ 23 por pacote no arroz comercial. Marcas de maior padrão variam de R$ 26 a R$ 30 nas promoções. Fora das ofertas, os valores citados ficam entre R$ 32 e R$ 36 para pacotes de cinco quilogramas.

Situação do feijão

O mercado de feijão mantém preços firmes diante da redução da oferta. Projeta-se pouca colheita até meados de outubro. Novos volumes devem começar a entrar após esse período, principalmente no sudoeste de São Paulo.

O feijão-carioca de padrão nobre apresenta referências entre R$ 310 e R$ 340. Há indicações de R$ 350 no mercado paulista. Em Goiás e Minas Gerais, os valores citados variam entre R$ 310 e R$ 320.

No feijão-carioca comercial, as referências ficam entre R$ 290 e R$ 310 em Goiás e Minas Gerais. Em São Paulo, os valores variam de R$ 320 a R$ 330.

O feijão-preto também registrou valorização. As indicações ficam entre R$ 230 e R$ 255. Produtores das regiões Sul, Sudoeste e Centro-Sul do Paraná relatam redução de área na primeira safra.

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