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Mercado Agrícola – 11.set.2026


Mercado Agrícola - 11.set.2026

O mercado de soja e milho recebe suporte da alta do petróleo e das dúvidas sobre o potencial produtivo das lavouras dos Estados Unidos. O Brent superou US$ 102, em meio à crise no Irã. O movimento ajuda outras commodities. Em Chicago, a soja tenta sustentar níveis acima de US$ 13, enquanto o milho mantém contratos acima de US$ 5,10.

Na soja, o mercado aguarda a atualização do USDA para a safra norte-americana. A expectativa apresentada aponta chance de corte no potencial produtivo e na produtividade. O clima apresentou irregularidade ao longo do ciclo. As primeiras colheitas no sul do cinturão produtor ainda não indicam produtividade elevada.

A maturação alcança 30% das lavouras de soja nos Estados Unidos. A média histórica fica em 25%. A condição boa ou excelente cobre 58% das áreas. No ano passado, o índice somava 64%. A colheita deve ganhar ritmo nos próximos dias e ampliar a leitura sobre o rendimento das lavouras.

No Brasil, a comercialização da safra atual chega a 81%. No ano passado, o índice alcançava 83%, mesmo nível da média apresentada. O produtor ainda mantém 34,3 milhões de toneladas de soja disponíveis. No mesmo período do ciclo anterior, o volume somava 29,2 milhões de toneladas.

A safra nova alcança 38% de comercialização. O ano passado registrava 39%, ante média de 40%. O volume negociado ronda 70 milhões de toneladas, patamar semelhante ao ciclo anterior. Nos últimos sete dias, os negócios com soja da nova safra atingiram 1,2 milhão de toneladas.

Os primeiros plantios aparecem em Mato Grosso e no Paraná. A liberação de novas áreas deve avançar com o fim do vazio sanitário em diferentes regiões produtoras.

Situação do milho

No milho, a condição das lavouras norte-americanas mostra deterioração frente ao ano passado. Cerca de 56% das áreas recebem classificação boa ou excelente, contra 68% no ciclo anterior. A formação de grãos alcança perto de 80%, ante média de 75%. A maturação chega a quase 30%, frente a 27% na média. A colheita ronda 7%, acima dos 5% médios.

Chicago sustenta posições acima de US$ 5,10. No Brasil, a colheita da segunda safra se aproxima de 96%. A projeção apresentada aponta produção perto de 112 milhões de toneladas. Parte dos produtores mantém o cereal armazenado e adia vendas. Outros negócios atendem necessidade de caixa para compra ou pagamento de insumos. Há também uso de contratos na B3 para proteção de preços futuros.

O plantio do milho de verão alcança cerca de 40%. O Rio Grande do Sul apresenta indicação de aumento de área. Santa Catarina aponta estabilidade. No Paraná, o plantio avança. As chuvas no Sul podem limitar o ritmo dos trabalhos em áreas ainda não semeadas. No Sudeste, produtores aguardam precipitações para ampliar a implantação da primeira safra.

Situação do trigo

O trigo também recebe suporte do mercado internacional. Chicago opera acima de US$ 7,10, enquanto posições para 2027 superam US$ 7,50. O movimento tende a elevar a referência para o trigo brasileiro e para as importações no próximo ano.

O Brasil plantou cerca de 2 milhões de hectares de trigo, abaixo dos 2,5 milhões de hectares mencionados para o ciclo anterior. As primeiras lavouras entram em colheita no Paraná e em parte de São Paulo. No Rio Grande do Sul, produtores relatam perdas por granizo e geadas em áreas em formação de espigas. As cotações ao produtor aparecem em torno de R$ 72 a R$ 73 por saca em praças gaúchas e entre R$ 76 e R$ 80 por saca no Paraná.

Situação do arroz

No arroz, os indicativos ao produtor no Rio Grande do Sul superam R$ 80 por saca em várias praças. A valorização recente ajuda na definição do plantio. O Irga apontou redução de 3,4% na área, enquanto produtores mencionam possibilidade de corte maior.

Situação do feijão

No feijão, a colheita da terceira safra se aproxima do fim e a oferta começa a diminuir. O feijão carioca de maior padrão apresenta indicativos entre R$ 295 e R$ 330 por saca. Em Goiás e Minas Gerais, as referências variam de R$ 295 a R$ 305. Lotes comerciais aparecem entre R$ 270 e R$ 300.

O feijão-preto também ganha firmeza. Compradores e empacotadores retornam ao mercado em busca de produto. Os indicativos variam de R$ 210 a R$ 240 por saca. Há relatos de lotes de alta qualidade perto de R$ 250. As próximas colheitas mencionadas para o sudoeste de São Paulo devem começar a partir de meados de outubro.

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