
A bactéria Serratia plymuthica B2 apresentou potencial para o controle biológico do mofo-cinzento do tomate após a colheita. Em laboratório, a cepa inibiu 85,85% do crescimento de Botrytis cinerea. Compostos orgânicos voláteis produzidos pela bactéria alcançaram 99,70% de inibição do crescimento micelial.
Pesquisadores isolaram a cepa B2 da rizosfera de Aucklandia lappa. A bactéria também apresentou atividade contra outros seis fungos fitopatogênicos. As taxas de inibição variaram de 64,2% a 85,5% (doi 10.1016/j.pestbp.2026.107345).
Média das lesões
Nos frutos tratados com B2, a área média das lesões após 96 horas atingiu 0,222 centímetro quadrado. No controle, alcançou 5,932 centímetros quadrados. A biomassa de Botrytis cinerea nos tomates tratados caiu 16,96 vezes no mesmo período.
As análises indicaram danos à integridade da membrana celular do fungo. O tratamento também reduziu a expressão dos genes de patogenicidade BcPG1, BcPME1, BcPLC1 e BcBMP1.
Compostos voláteis
A análise dos compostos voláteis identificou 32 moléculas. Dissulfeto de dimetila e trissulfeto de dimetila apresentaram maior atividade antifúngica entre os compostos avaliados. O primeiro promoveu inibição completa de Botrytis cinerea a 32 microlitros por litro. O segundo alcançou o mesmo efeito a 8 microlitros por litro.
Nos frutos, a exposição aos voláteis reduziu a área das lesões de 1,670 para 0,3443 centímetro quadrado após 96 horas. Os compostos também aumentaram, nesse período, a expressão de genes ligados às vias de ácido salicílico e ácido jasmônico.
O sequenciamento do genoma identificou 12 agrupamentos de genes associados à biossíntese de metabólitos secundários. Os pesquisadores ressaltam a necessidade de estudos de formulação, armazenamento comercial e segurança antes do uso agrícola da cepa.
